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A busca pelo bovino de corte ideal para países de clima tropical como o Brasil, fez surgir o Blonel. De pelagem curta e clara, que se adapta perfeitamente ao calor, e de pele e cascos escuros, sinônimos de rusticidade, tanto os animais puros como seus cruzamentos possuem extrema padronização, de forma quase cilíndrica e traseiro bem musculoso, com dorso e lombo de grande espessura e elevado comprimento corporal, estruturado em ossos finos porém fortes, características que lhes conferem excepcionais rendimentos de carcaça e também de desossa, fornecendo à indústria frigorífica expressivas peças de carne saudável, macia e saborosa.

Ideal para os trópicos...

Conjugar a rusticidade com a máxima produção de qualidade sempre foi o desafio no agronegócio. As receitas de sucesso podem alterar seus ingredientes, mas todas possuem algo em comum: o produto híbrido. Foi assim com o café, com o milho, soja, cana, com o capim, gado leiteiro e como não bastasse, também com o gado de corte.

O prenunciado aquecimento global das temperaturas ambientais e a diminuição das áreas de pastagens pelo avanço das culturas de fontes renováveis de energia, vêm na atualidade, junto com a crescente demanda por carne bovina, reforçar ainda mais a necessidade de utilização da poderosa ferramenta da hibridação pelos pecuaristas.

O produto puro de origem possui suas qualificações específicas, determinadas pela seleção que a própria natureza realiza em seu berço genético.

Nos meios mais inóspitos sobrevivem apenas os resistentes, destacando-os pela rusticidade, importante característica para se minimizar o custo de produção. Na Índia, de onde veio o Nelore, sabe-se que o bovino é considerado um animal sagrado, portanto sem nunca ter sido tratado para o abate, possui extrema resistência e adaptação às mais adversas condições.

Berço na exigente tradição gourmet...

Por outro lado, a alta performance é encontrada onde a seleção obteve precocidade aliada à rentabilidade com otimizada conversão nutricional e qualidade produtiva. Um dos mais importantes programas de genética seletiva que se tem notícia é o da raça Blonde, originária da França, país reconhecido mundialmente por sua tradição gourmet.

Após a realização de inúmeras experiências, a complementaridade obtida entre o bos taurus (europeu) Blonde com o bos índicus (zebuíno) Nelore, fez nascer o produto ideal. Bastava daí, a fixação genética de todas as virtudes.

O processo científico, que já completou mais de uma década, de sucessivos cruzamentos entre as duas raças-base, através da biotecnologia dos tempos modernos aplicada à pecuária, sempre com a utilização de sêmen de touros provados em testes de progênie, fixou o Blonel no grau sanguíneo de 5/8 Blonde com 3/8 Nelore, definindo assim a mais nova e promissora raça bovina do mundo!

Durante todo o processo de formação, as pesquisas passaram pelas mais rigorosas testagens e certificações, desde sua concepção até a degustação.
Aprovado com grau de excelência em abate “Kosher”, este produto híbrido Blonde x Nelore, também foi considerado como “Tipo Padrão” por renomada rede de restaurantes, especializada em carnes grelhadas e obteve “Máxima Premiação” em abate de vitelos.

Desempenho à toda prova...

Na realização da Primeira Prova de Ganho de Peso Label Tropical, os animais Blonel classificados em 1º e 2º lugares, ganharam respectivamente 1.777 gr/dia e 1.768 gr/dia, superando em 14% os principais colocados da raça Blonde, com 1.634 gr/dia e 1.473 gr/dia.

**Confira o resultado completo da prova na página "Comprovação Técnica".

Em testagem comparativa com a raça Nelore, que foi monitorada pela Universidade de Illinois (EUA), em extremas condições de rusticidade na Chapada dos Veadeiros (GO), os bezerros filhos de Blonel sobre as vacas zebuínas, obtiveram o primeiro lugar no peso à desmama, tanto de macho como de fêmea, superando em 22 % a média geral.

**Confira o resultado completo da prova na página "Comprovação Técnica".

A superação dos resultados obtidos inclusive sobre suas próprias raças-base, se fundamenta no fenômeno científico da “heterose”, potencializando as qualidades máximas de carne, precocidade e conversão alimentar advindas do Blonde, com as de rusticidade, praticidade e adaptabilidade do Nelore.

Este é o Blonel...

Indicado para o criador de raça pura, na produção de matrizes e touros melhoradores, ou para seu cruzamento, tanto com raças zebuínas como taurinas. Outra opção, com resultados também surpreendentes, é a sua utilização sobre os demais produtos de cruzamento, as chamadas F1, ou mesmo sobre outras raças sintéticas, obtendo-se incremento do vigor híbrido e porções equitativas de origem indiana e européia no produto final.

Retrospectiva histórica da raça...

...Início dos anos 90 – Eduardo da Rocha Leão, descendente da 4ª geração de fazendeiros, em ambos os ramos de sua família, adquire a Fazenda Santo Antonio do Império, situada em Pedreira (SP) e começa a vender para o abate naquela região os primeiros animais de cruzamento produzidos por touros de seu criatório de Blonde PO em vacas Nelore selecionadas, obtendo enorme aceitação de mercado e começa a reter a metade superior das fêmeas no plantel, em razão de suas extraordinárias qualificações maternais, frigoríficas e de precocidade associada à rusticidade.

...Em Meados de 1996 – Eduardo da Rocha Leão conhece Sérgio Pignatari Malmegrim, pecuarista e também criador de Blonde PO em Piracaia (SP) e sob orientação do zootecnista Adriano Rubio, então executivo da empresa Yakult e posteriormente Sersia Brasil, definem as bases formadoras da raça sintética, batizando-a de Blonel.

...No Início de 2000 – Com a desativação do projeto “Sinfari”, que se desenvolvia em Padre Bernardo (GO) com objetivos semelhantes, Leão e Malmegrim adquirem cerca de 300 fêmeas ¼ Blonde e ¾ Nelore da Anfari, empresa de Antônio Fábio Ribeiro e após rigorosa seleção as incorporaram no plantel de formação da raça Blonel.`

...Em Fins de 2000 – Supervisionado desde o início pelo veterinário Luiz Abadia, da Embriotec com sede em Anápolis (GO) e depois também como superintendente técnico da ABBlonel, o projeto ganha fôlego rapidamente. Leão e Malmegrim ampliam suas parcerias com a inclusão de Marcelo Kignel e fundam a “Blonel.com”, que já começou suas atividades com um rebanho de 1.500 animais, reunindo parte dos três plantéis na Fazenda Chapada, em Conceição dos Ouros (MG), que haviam arrendado tempos antes. Diversas parcerias, programas de transferência de embriões e novas aquisições reforçam e qualificam o plantel formador, contando com renomados criatórios por todo o Brasil. Além da Anfari, em Goiás, fazem parte animais oriundos da criação das famílias Noleto (TO), Rebelo (Uberaba, MG), Chiaparini (Centro Oeste Paulista), Cretella (MT), Steinbruch (MS e SP), Trombini e Buschmann (PR), Assumpção (Noroeste Paulista), Dimarzio (GO e SP), Azul e Branco (Pedreira, SP), Bella Mantiqueira (Piracaia, SP), Duquesa (Bragança Paulista), dentre outros.

...Em Abril de 2003 – Criada a Associação Brasileira de Blonel - ABBlonel, que registra o nome da raça e solicita seu reconhecimento oficial junto ao MAPA. A idealização do bovino de corte adequado às condições tropicais tornava-se realidade... Com o nascimento dos primeiros produtos sintéticos obtidos por meio da fusão de qualidades máximas do taurino Blonde e do zebuíno Nelore, possuidores de exuberante musculatura, precocidade sexual e de terminação, facilidade de parto, pêlo curto e claro, porém, de pele e cascos escuros (sinônimos de rusticidade), os animais Blonel rapidamente atraíram diversos pecuaristas.

...Em Junho de 2005 – O MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publica a "Instrução Normativa nº 10", que, além de aprovar o regulamento para formação do Blonel, autoriza a ABBlonel a fazer seus registros genealógicos.